Editorial

O universo PSI está em efervescência nesse início de século e, certamente, continuará a ser campo de interesse e relevância social exponencialmente. As neurociências têm dado saltos qualitativos especialmente desde os anos 90, a psicologia ganha cada vez mais reconhecimento da sociedade enquanto área científica séria, a psicanálise se reinventa a cada dia, a psiquiatria e a neurologia encaram discussões tão relevantes como em poucos momentos de sua trajetória histórica no que diz respeito a ética clínica, psicofármacos, diagnóstico.

Desenhos de Ramón y Cajal retratando neurônios.

O desejo pessoal de contribuir para a disseminação da informação, de estabelecer diálogos construtivos com interessados de toda sorte pela temática PSI e a consciência da necessidade de iniciativas que privilegiem a reflexão crítica da construção acadêmica e prática na área me levaram a estabelecer essa página (além de um certo egoísmo, admito, de me propor o desafio de manter-me atualizado e em atividade intelectual).

Aqui trarei traduções de artigos relevantes para a inovação no campo PSI, indicação de materiais para estudo e reflexão, ensaios pessoais e de colaboradores, resenhas e críticas de textos diversos que, espero, contribuam para discussões pertinentes a respeito do papel científico, político e ético do que é pensar doença/saúde mental, bioética, práticas clínicas, medicalização, hospitalização, terapia, luto, enfim, qualquer tema que possa ocupar lugar de destaque na produção PSI.

Me chamam de Mytchel Costa, sou estudante de Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, músico, entusiasta de Filosofia, amante e pai, controlador de tráfego aéreo na bela cidade do Natal.

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